Setembro está chegando e o Elon Musk vai confrontar as leis da física novamente, nunca a passeio, mas, a negócios.

Um dos maiores nomes do setor privado espacial, Elon Musk, está prestes a ir ao espaço para realizar mais uma façanha e quem sabe provocar uma das maiores transformações da humanidade deste século.

Em setembro de dois mil e vinte um, a missão espacial da SpaceX vai levar uma tripulação civil para a órbita da Terra, onde deverão permanecer por cinco dias. Em recente anúncio, Musk disse que esse será “um marco importante para permitir o acesso ao espaço para todos”, entretanto, vejo em suas palavras um pouco de utopia e ufanismo no quesito inclusão. 

As viagens rápidas ao espaço realizadas pelas empresas de Richard Branson e Jeff Bezos são empolgantes, inovadoras, que demonstram o potencial e a capacidade destas em competir pelo espaço, literalmente. Sobretudo, foram viagens mais “simples” e não tiveram o objetivo de entrar na órbita terrestre, contudo, recheadas de tecnologias e de muita inovação. 

Quando me refiro à inovação, também estamos falando de um paradigma onde apenas a Nasa, como o principal órgão do governo dos Estados Unidos, que detinha o controle e o monopólio sobre lançamentos de foguetes tripulados em território americano. Agora, empresas como Blue Origin, SpaceX entre outras ganharam o mercado espacial, claro com todo apoio e background desenvolvido pelo estado.

No plano de fundo nessa corrida espacial, a empresa do Musk fez um pedido à Anatel para licenciamento de venda de internet de alta capacidade. Estamos falando de acesso a internet em escala mundial de baixo custo. Caro leitor, façamos um exercício de imaginação e entrevejamos um planeta totalmente conectado, onde não existirá um limite entre o ambiente físico e o digital, onde a população terá mais acesso à informação e aos serviços. Por consequência, também conseguirá cobrar uma atuação mais impositiva em relação ao estado, na execução orçamentária, nos serviços prestados nos postos de saúde, na qualidade da educação, na fiscalização de obras e, quem sabe desta maneira estaríamos mais preparados para lidar com as novas pandemias e com os atuais problemas globais.

Portanto, sejamos otimistas quando vemos a ciência sendo utilizada para evolução da sociedade, mesmo que tenhamos novas discussões paradoxais em relação aos monopólios capitalistas,  as grandes concentrações de riquezas. Felizmente ou infelizmente, na história da humanidade desse loop nunca saímos ou jamais sairemos. 

Dheiver Santos, PhD

Professor, Pesquisador, Empreendedor 

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