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Startup de Palmas é selecionada para participar de projeto inédito de hidrogênio verde no Brasil

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Junho de 2022 – A startup GreenEnergy Soluções Sustentáveis, de Palmas (TO), foi selecionada  na primeira edição do Programa de Inovação em Hidrogênio Verde, o iH2Brasil, uma iniciativa pioneira da Aliança Brasil-Alemanha para o Hidrogênio  Verde, formada pelas Câmaras de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo e Rio de Janeiro, responsáveis pela realização do Programa, que contam ainda com o apoio da Agência de Cooperação Técnica da Alemanha – GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale  Zusammenarbeit (GIZ) GmbH) e do Ministério de Minas e Energia – MME, que tem por objetivo fomentar ideias para o desenvolvimento de soluções inovadoras na produção, logística e aplicação que contribuam com a expansão da utilização do H2.

 

Projeto selecionado

A GreenEnergy oferece soluções sustentáveis a empresas de saneamento e agroindústrias  para transformar lodo de ETE e agroresíduos em combustíveis avançados, como diesel verde, hidrogênio e energia verde. A startup reduz custos operacionais e emissão de CO2, ao invés de dispor em aterros sanitários ou bags. Durante a aceleração no  iH2Brasil, vai desenvolver o projeto de implementação de uma unidade piloto de 30kg/h a ser implementada em uma empresa de saneamento ou indústria que tenha ETE e gere lodo para a etapa-piloto, para realizar a prova de conceito, além de testes de aplicação de combustíveis avançados (Bio-óleo, diesel verde e hidrogênio verde) para produção de energia verde in loco em ETE , refinar o modelo de negócio com foco em unidades modulares e inserir a tecnologia no Brasil e América do Sul.

 

O Programa de Inovação em Hidrogênio Verde

 

O programa iH2Brasil consiste na realização de três edições, entre 2022 e 2023, e além das startups, vai reunir ideias inovadoras de entusiastas e de instituições sem fins lucrativos. A primeira chamada, que incluiu o período de inscrições e a avaliação dos projetos-piloto apresentados, foi de 14/03/2022 a 03/06/2022. Na categoria startups, foram inscritos 30 projetos, dos quais oito foram selecionados para o processo de aceleração, que vai até outubro de 2022. Elas têm como objetivo específico alavancar negócios inovadores e promover a inovação aberta por meio do desenvolvimento de projetos-piloto entre startups e empresas já estabelecidas.

 

Cenário atual

 

Diante da crescente preocupação mundial para conter as mudanças climáticas e os seus efeitos no planeta, os países vêm firmando compromissos de redução de emissões de CO2. Alinhado a isso, o governo brasileiro, sexto maior emissor de CO2 do mundo, se comprometeu em reduzir suas emissões em 37% até 2025, e em 43% até 2031. Apresentando também metas ambiciosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 55% até 2050.

 

Uma das principais formas de evitar o aumento da concentração de CO2 na atmosfera, e seus consequentes efeitos para o planeta e sociedade é por meio do uso de fontes de “energia limpa”, ou seja, que não se utilizam de combustíveis fósseis na sua produção.

 

O Brasil já possui 83% da sua matriz energética proveniente de energias renováveis, ocupando o primeiro lugar entre os países em produção de energia limpa. Isso se dá, devido às suas características geográficas e climáticas que, também habilitam o potencial do país para se tornar um dos líderes globais em Hidrogênio Verde, uma das principais apostas para a eliminação dos combustíveis fósseis. A energia renovável no Brasil apresenta custos de geração que estão entre os mais competitivos do mundo, indicando esta mesma tendência para o Hidrogênio Verde.

 

“Olhando especificamente para o ecossistema de PD&I voltado ao Hidrogênio Verde, a situação é incipiente e bastante concentrada no campo da produção, ficando bastante defasada a parte de logística e de aplicação. Fora isso, ainda são poucas as iniciativas voltadas ao apoio de Cleantechs, empresas baseadas em tecnologias limpas, que demandam grande investimento e tempo para seu desenvolvimento”, diz Bruno Vath Zarpellon, diretor de Inovação e Sustentabilidade da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK SP). “O Programa iH2Brasil vai permitir ao Brasil sair na frente e se tornar referência mundial na utilização de hidrogênio verde para conter os efeitos nocivos das emissões de carbono na atmosfera”, acrescenta Zarpellon.

 

Principais desafios apresentados às startups

 

  1. Para a produção de hidrogênio verde:

 

• Novas formas de produção e rotas tecnológicas;

• Novos modelos de negócio, considerando que a produção pode ser centralizada ou distribuída;

• Melhoria da eficiência em formas de produção já existentes;

• Qualidade de produto (pureza do hidrogênio produzido);

• Diminuição da intermitência das energias renováveis;

• Sistemas de monitoramento de desempenho;

• Redução de custos de produção etc.

 

  1. Para a logística e distribuição de hidrogênio verde:

 

• Novas formas de transporte, armazenamento e conversão;

• Melhoria da eficiência das formas de transporte, armazenamento e conversão já existentes;

• Aumento da segurança e controle em todas as etapas da logística;

• Infraestrutura de postos de abastecimento e canais de fornecimento.

 

  1. Para a aplicação de hidrogênio verde:

 

• Novas aplicações de hidrogênio;

• Melhoria da eficiência de aplicações já existentes;

• Sistemas de monitoramento de desempenho;

• Integração com outros vetores de energia.

 

Trilha de aceleração

 

As startups selecionadas receberão, durante a trilha de aceleração, nove benefícios para que consigam desenvolver seus projetos-piloto.

 

• Acesso ao mercado e suporte para a realização do projeto-piloto;

• Análise detalhada da startup para customização do processo de aceleração;

• Análise do posicionamento global da tecnologia e/ou solução;

• Intermediação de contato de potenciais empresas para o projeto-piloto;

• Suporte para planejamento e concepção do projeto-piloto por meio de oficinas mediadas por especialistas;

• Assessoria jurídica para mapeamento de potenciais passivos jurídicos da startup e do projeto-piloto, e apresentação de ações de mitigação do risco;

• Suporte para prototipação e PD&I do projeto- piloto;

• Prospecção de mentores em diversas áreas de acordo com as necessidades da startup;

• Apresentação de incentivos, subsídios e fomentos à PD&I nacionais disponíveis para startup e apoio para aplicação de instrumentos apresentados.

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