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uso do VANT

USO DO VANT PARA AUMENTO DA EFIÊNCIA TÉCNICA, AMBIENTAL E ECONOMICA NA AGRICULTURA E PECUÁRIA

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  1. Tecnologia em detalhes

 

O agronegócio é um dos pilares da economia no Brasil, o qual está sendo impulsionado por um processo de modernização e implementação de novas tecnologias, como por exemplo o uso de VANT’s para redução de custos de produção, erros aleatórios, tornando este ramo cada vez mais eficiente e sustentável. Estamos chamando de “a era da agricultura digital”.

O uso da aerofotogrametria por meio de VANT’s possibilita a gestão eficiente de dados e informações georreferenciadas e confiáveis, trazendo o imóvel rural na integra para análise pormenorizada em escritório, garantindo rápidas intervenções e decisões certeiras ao longo da operação da atividade.

Além da alta tecnologia aeronáutica, as aeronaves remotamente pilotadas possuem capacidade de cobrir até 7000 ha/voo com autonomia de até 3,0 horas em alguns modelos, trabalhando com tecnologia RTK para posicionamento com alta acurácia.

Para utilização de toda essa capacidade de voo em médias e grandes áreas de agricultura e pecuária com eficiência, torna-se essencial a utilização do uso de VANT’S preparados com aviônicos focadas para voos BVLOS (Beyond Visual Line of Sight), no qual necessitam ser devidamente certificado pela ANAC e com Data link primário certificado pela ANATEL.

Os modelos mais competentes trabalham com 2 câmeras full frame embarcada na aeronave, uma RGB (como exemplo a sony 5100 e a Sony A6000) e outra multiespectral (como exemplo a micasence Rededge e a Parrot Sequoia), o qual são calibradas a um GNSS operando em GPS e Glonass nas frequências L1e L2, que recebe correções da base RTK pelo rádio instalado em solo.

A esse sistema soma-se a estação de controle (GSC), também conectada ao GNSS configurado como base RTK (Real Time Kinematic) o qual envia correções em tempo real para o RPA, resultando em acurácia incomparável.

 

  1. Uso do Vant em prol da agricultura e pecuária

As soluções de aerofotogrametria engloba todas as fases para implantação e operação da atividade de agricultura e/ou pecuária, desde a compra do imóvel até a pós-colheita ou consolidação dos pastos. De forma sucinta, trouxemos alguns exemplos de aplicações para aumento da eficiência técnica, ambiental e econômica, elencadas a seguir:

 

  1. Levantamentos Planialtimétricos, Ortomosaico 2D e 3D, MDS e MDT:

A partir de um planejamento de voo específico para obtenção eficaz de dados de altitude, é possível descrever fielmente o relevo da área de interesse, gerando coordenadas x, y e z com acurácia planimétrica de 1 a 3 vezes o GSD (Ground Sample Distance) e altimétrica de 2 a 5 vezes o GSD do voo. Isso significa que para um dado voo planejado com GSD de 2 cm de resolução, como produto, teremos um mapeamento com acurácia máxima de 2 cm no planimétrico (x, y) e 4 cm no altimétrico (z).

De posse desta nuvem de pontos mapeada, é possível gerar as curvas de nível, e os Modelos Digitais da Superfície e do Terreno – MDS e MDT. Estes modelos fornecem um entendimento claro em 2D das classes de altitude da área mapeada, e do desnível existente em campo.

E por fim, há também a possibilidade de reconstituir as condições de campo em um modelo 3D da ortofoto, facilitando o entendimento completo da área mapeada para tomada de decisão em casos de compra e venda, definição das áreas de plantio, áreas de preservação ambiental (Área de Preservação Permanente – APP e Área de Reserva Legal – ARL) e demais análises práticas.

 

  1. Cadastramentos e Classificação do potencial de uso do solo:

A partir do processamento em softwares específicos como o Agisoft, Pix4D, ArcGIS e Qgis, é possível realizar um ortomosaico da área mapeada, trazendo o campo na integra para análise em escritório em 2D e 3D para mensurações de distância, área e/ou volume com precisão. Deste modo, utiliza-se da fotointepretação a partir do método de classificação supervisionada para classificar e quantificar os usos existentes e potenciais do solo, delimitando de forma inteligente, as áreas com maior potencial produtivo para agricultura e pecuária e aquelas com menor potencial para correção.

 

  • Determinação de falhas de plantio:

Um outro ótimo recurso a ser utilizado com o Vant é a determinação de falhas de plantio.  É possível quantificar tanto as falhas lineares do espaçamento entre linhas e entre plantas, como as falhas “em área”, como por exemplo de embuxamento de plantadeira, excesso de esmagamento, excesso de estradas internas e manobras de maquinário inadequado sem aproveitamento das estradas, o que se torna expressivo quando somado o total de falhas por talhão, reduzindo a área produzida, e consequentemente os lucros da atividade.

 

  1. Geração de Mapa de fertilidade e avaliação de sanidade

Os mapas de fertilidade são realizados previamente ao plantio, por meio da montagem de um grid ajustado da variabilidade do solo para amostragem. Então, a partir dos resultados das análises, é possível gerar o mapa de fertilidade final, com a geolocalização das manchas significativas dentro dos talhões com maior necessidade de correção, possibilitando aplicações em taxa variável.

Essas soluções de sanidade são geradas por meio do uso de índices multiespectrais (NDVI, NDRE, LCI, SAVI e outros) através da câmera multispectral Micasence Red Edge.

Os índices destacam o comportamento espectral da vegetação em relação ao solo e demais alvos da superfície e se correlacionam com parâmetros biofísicos da vegetação, como a biomassa, índice de área foliar (IAF) e percentagem de cobertura vegetal.

No gráfico descrito, é possível constatar que a reflectância típica de uma planta tende a ser em torno de 30% na banda Red Edge e de até 50% no Infravermelho próximo, enquanto nas bandas do visível, não chega a 10% de reflectancia. Em outras palavras, isso demostra que as principais alterações de sanidade das plantas podem ser evidenciadas nestas bandas do invisível, por meio da aplicação dos índices multiespectrais. O objetivo é a maximização da tomada de decisão certeira quanto a viabilidade de investimento baseada no potencial do talhão.

 

Marília Naves Braudes – Terra Forte Consultoria e Projetos

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