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DIÁRIO DE GUERRA: ATIVIDADE FÍSICA EM TEMPOS DE COVID-19

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A atividade física é o melhor de todos os remédios. A prática de 150 minutos de exercícios leves como uma caminhada ou 60 minutos de exercício vigoroso como cross fit durante a semana leva a obtenção de melhora em todos os órgãos e sistemas. Ganho em média de 2 anos de vida pelo menos comparado aos indivíduos sedentários. Quanto mais exercício em geral melhor.

No que tange ao coronavírus, o exercício melhora o controle de pressão arterial, da glicemia, da obesidade, a função pulmonar, diminui a atividade inflamatória do organismo, melhora a aterosclerose (obstrução arterial causada por deposição de gordura dentro das artérias) e a função endotelial dos vasos. Como discutimos semana passada, quanto melhor o controle desses fatores de risco, melhora também o seu prognóstico se for infectado pelo COVID-19.

Mas o isolamento social atrapalha bastante a prática de exercícios. As pessoas que moram em pequenas habitações, prédios, com muitas pessoas aglomeradas por cômodo, tem maior dificuldade par se adaptar a situação. As academias estão fechadas. O acesso a personal trainer online ou presencial, materiais como halteres, elásticos, cordas por vezes não cabem no orçamento em tempos de crise econômica.

Há também aqueles que confundem isolamento social com isolamento domiciliar. Dada a paranoia causada pelo vírus. Além da depressão e ansiedade que desestimulam a prática de exercícios. Isso sem falar nos exageros na dieta, que deixarei para outra ocasião.

O fato é que como em tudo o exercício é fundamental para combater o coronavírus. Pelo controle de fatores de risco, por melhorar a imunidade, por tratar a ansiedade e depressão. E temos de nos reinventar.

Senar

Existem programas de exercício online mais em conta – são exercícios que usam o peso do próprio corpo ou sacos de arroz, galões d’água, cabo de vassoura, cadeiras que podem sim promover condições em qualquer habitação para exercícios de boa qualidade. Escada. Corrida na rua com afastamento de 5 metros e até lateralizado observando o fluxo de vento e com 20 metros de margem se optado por pedalar de bicicleta são seguros baseados em estudos prévios feitos na Bélgica e Holanda para evitar a contaminação.

Poderemos viver uma fase onde os grupos de menor risco terão aulas com espaçamento maior entre os clientes nas academias, com material individualizado e devidamente higienizado antes e após uso, com maior intervalo entre as aulas, uso de aferição de temperatura antes do treino. E os pacientes com múltiplos fatores de risco terão aulas online ou personalizadas individualmente para diminuir o risco de infecção.

Esportes de contato e competições serão liberados com novas regras de distanciamento e cuidados higiênicos aos poucos. Tudo muito novo ainda no mundo.

Mas o foco aqui não é o esporte de competição. O mote do texto é reforçar que como em tudo na vida. Exercício é fundamental. Temos de quebrar esse paradigma de achar que é opcional. Não é!!! O exercício é tão importante como comer, tomar banho, dormir. Quiçá a intervenção mais importante para que todos tenhamos saúde e longevidade com qualidade de vida! A abordagem tem de ser essa por todos os profissionais de saúde, educadores físicos, como política populacional. Aproveitar essa crise e dar um salto na evolução do pensamento da humanidade.

Até semana que vem !

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1 comentário
  1. Cirlei Diz

    Gostei muito da matéria do dr!
    Ate me animei,em pelo menos fazer uma caminhada por dia.Fico com receio por ser grupo de risco,mas vou tentar!
    Obrigada.

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